imagem retirada de http://www.correiodemocratico.com.br
Hoje em dia, ao longo do processo de aprendizagem, perante os novos desafios que se colocam na nossa realidade em constante mudança e evolução, a tecnologia é uma ferramenta poderosa nesse processo. No entanto, o professor assume um papel cada vez mais importante na mediação do papel da tecnologia na aprendizagem dos alunos. Para que as ferramentas digitais possam ser um meio através do qual os alunos organizam o seu pensamento e desenvolvem a sua criatividade o professor terá de lhes colocar desafios que ao serem resolvidos com a ajuda das ferramentas digitais lhes permitam desenvolver as suas capacidades cognitivas, emocionais e sociais. O professor terá o papel importante de guiar e incentivar (adequando as diferentes ferramentas aos diferentes desafios e aos diferentes alunos), permitindo ao aluno experienciar o desenvolvimento da colaboração, da comunicação, da criatividade, do pensamento crítico, da tomada de decisões e resolução de problemas, proporcionando um o desenvolvimento da autonomia e da responsabilidade dos alunos.
A questão agora será analisar de que forma os professores estão a relacionar-se com as ferramentas digitais. Primeiro, teremos que descobrir que papel têm elas na nossa prática pessoal e profissional, serão apenas meros "lápis ou canetas" com os quais transmitimos, recolhemos ou compactamos informação, ou de facto ajudam-nos a melhorar o desenvolvimento intelectual, emocional e social, nosso e o dos nossos alunos?
Analisando a minha experiência pessoal, mas como aluna do que como professora, chego à conclusão que as ferramentas digitais fomentaram pouco o meu desenvolvimento do pensamento, porque a maioria deles utilizava sem pensar e fui pouco guiada para tirar o melhor partido delas. No entanto, sei nomear aquela que contribuiu bastante para a minha organização do meu pensamento, conhecimento e desenvolvimento da criatividade, esta ferramenta foi o power point. Foi através dela que desenvolvi estratégias de organização do pensamento e do conhecimento motivando o desenvolvimento da minha criatividade e fomentando a minha capacidade de tomada de decisões e resolução de problemas.
Analisando a minha experiência profissional, nas minhas aulas até agora tenho usado poucas ferramentas digitais, por duas razões fundamentais: em primeiro lugar porque nos sítios onde dou aulas, a maioria das vezes, não temos acesso à internet ou a um computador se não levar o meu (aqui as nossas experiências encontram-se um pouco), e segundo lugar, também por algum desconhecimento de ferramentas apropriadas devido à inexperiência. No entanto, depois da partilha feita pelos colegas considero que já tenho muito material que posso explorar, tentando perceber e avaliar qual se adequará melhor aos meus alunos de acordo com os objectivos.
No entanto, posso dizer que até agora tenho usado o youtube e aplicações de reprodução de som, essencialmente para praticar a compreensão oral, consolidando o que já foi dado. Os vídeos e os áudios servem também para ilustrar a cultura portuguesa que é uma componente muito presente nas nossas aulas. Posteriormente podem são propostos várias tarefas:
- perguntas de compreensão oral;
- perguntas de aplicação gramatical, que podem promover a memória auditiva de regras anteriormente estudadas;
- perguntas que incentivem a discussão oral do tema debatido obrigando o aluno a pensar sobre o tema debatido expressando a sua opinião da língua que está a aprender;
- observações pelo aluno de aspectos que tenham suscitado dúvidas (acontece especialmente quando o texto é dado em seguida);
- ...
Estas ferramentas têm servido para consolidar conteúdos aplicando-os de maneira diferente e dinâmica em situações de rotina diária, obrigando os alunos a pensarem e a aplicarem os seus conhecimentos a situações novas.
No entanto se os pais, os professores, educadores não promoverem a tecnologia como meio de desenvolvimento e promoção da aprendizagem teremos facilmente, por exemplo, alunos que se perdem na pesquisa de informação, não encontrando aquilo de que precisam, não conseguindo produzir ideias novas, ou não conseguindo criticar a informação, podendo cair na tentação de recorrer ao plágio na tentativa de resolução dos seus problemas, tendo assim a tecnologia o potencial inverso.

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