A minha visão do tempo
Depois de ler os textos, seguir o fórum desta semana e pensar um pouco sobre este tema do tempo, cheguei à conclusão que não consegui que ainda não encontrei o "espaço" que queria na minha lista do que é urgente, prioritário e acessório, para esta formação se assim não fosse já teria escrito esta reflexão até domingo
.
De qualquer modo, penso que ainda "há tempo" para a partilha da minha reflexão
. Ao ler o texto de como gerir o tempo e as várias contribuições ao longo da semana, não me consegui abstrair da "urgência" de o tentar definir conceptualmente (a tendência humana que temos para chegar a um entendimento lógico das "coisas" de forma a nos sentirmos melhor, porque lidar com o indefinido ou pouco definido é sempre mais difícil). Depois de alguma pesquisa de definições do tempo a que melhor retrata a forma como o temos vindo a analisar é "a grandeza física que permite medir a duração ou a separação das coisas mutáveis/sujeitas a alterações (ou seja, o período decorrido entre o estado do sistema quando este apresentava um determinado estado e o momento em que esse dito estado regista uma variação perceptível para o observador".
Ou seja, variando o tempo de acordo com a nossa percepção e de acordo com as variações mutáveis observáveis o tempo é então aquilo que, de facto, "fazemos" e percepcionamos que ele seja. Por isso mesmo, as crianças tem uma percepção que o tempo passa muito "devagar" e os adultos por terem outra percepção e outras tantas prioridades e urgências sentem que o "tempo urge", apesar de todos (tanto crianças como adultos) termos exactamente a mesma quantidade de tempo cada dia.
Sendo assim, a vivência do nosso tempo/vida está sempre "entranhada" com a nossa percepção e organização (definição de prioridades) e, por isso, muitas vezes medimos o tempo pela quantidade daquilo que fazemos num determinado espaço (deixo aqui um link de uma reflexão muito interessante sobre a dependência tempo-espaço, que li também a propósito deste tema, para aqueles que tenham tempo
).
Assim, para tirarmos partido desta formação teremos que reflectir qual a importância que esta formação tem para nós, para a podermos colocar no devido lugar na nossa "lista" de urgências e prioridades, organizando o nosso tempo de forma a conseguirmos sentir a mudança que projectámos ao investir na mesma. 

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